Roma | 3º dia – Vaticano, o país dentro de um país

Podemos até ser ingénuos, podemos até ter pouca experiência enquanto turistas, podemos até achar graça à maior das banalidades, mas certamente que o nosso estado de euforia e espanto em relação à cidade de Roma não é desmedido. Iniciámos em grande e em grande continuámos, depois de nos perdermos nos encantos das belas ruas e praças da cidade e da visita emblemática ao Coliseu, finalmente iríamos dedicar a nossa maior atenção ao Vaticano. Não temos a maior das fés, a religião a nós nada nos diz, mas somos fãs incondicionais de todo o património arquitetónico que a religião nos ofereceu. Sem qualquer sentimento de romaria religiosa, mas desejosos de cumprir um dos nossos sonhos turísticos, estávamos ansiosos pela chegada deste dia que seria certamente um dia em cheio.

O Vaticano é o país mais pequeno do mundo, com uns meros 44ha, é amplamente conhecido pelo facto de ser a sede oficial da Igreja Católica, tornando este pequeno país um local de passagem obrigatória de milhares de fiéis. Independente desde 1929, esta Nação sacerdotal-monárquica, chefiada pelo Papa alberga cerca de 800 pessoas. Classificado como Património da Humanidade pela UNESCO, o Vaticano pelo seu incontornável simbolismo e beleza tornam-no um dos locais mais visitados do Mundo.

O dia de visita ao Vaticano seria obrigatoriamente preenchido, estando à partida planeada a visita ao Museu do Vaticano, que engloba a famosa Capela Sistina, o passeio clássico pela Praça de São Pedro, a entrada na Basílica de S. Pedro e finalmente a subida à Cúpula do Vaticano.  Antecipadamente comprámos os ingressos para o Museu do Vaticano e Capela Sistina, evitando assim as morosas filas e ganhando tempo que seria precioso para uma visita mais tranquila e atenta. Os ingressos disponibilizados online custam 8€/pessoa, sendo este o bilhete reduzido para jovens dos 6 aos 18 anos e para estudantes até os 25 anos. Neste link têm acesso ao site onde comprámos os ingressos, que disponibiliza vários tipos de bilhetes.

Vaticano: museu

Museu do Vaticano

Vaticano: na entrada

Basílica de S. Pedro

Nas nossas férias, os dias iniciam-se o mais cedo possível. Depois do trajeto citadino dividido entre autocarro e metro, saímos na estação de Ottaviano que é bastante próxima do Coliseu. Numa manhã soalheira e após uma breve caminhada, o nosso olhar depara-se com a belíssima praça de S. Pedro completamente iluminada pelos raios da manhã. Sem lhe darmos a importância devida contornámo-la por uma rua paralela e seguimos à risca o nosso plano de iniciar a visita pelo Museu do Vaticano.

Com o ingresso online rapidamente entrámos e começámos assim a percorrer o enorme museu que conta com várias salas temáticas. Entre arte árabe a peças egípcias, sempre com muita talha dourada à mistura, vamos paulatinamente entrando em contacto com demonstrações de arte e cultura de toda a parte do mundo. Estávamos a adorar a visita, é certo, mas o desespero por encontrar a Capela Sistina já se fazia sentir e começámos infantilmente a apressar-nos com o intuito de alcançar rapidamente a nossa verdadeira motivação para esta visita. Depois de longos corredores recheados de peças de arte intemporais, alcançámos uma pequena porta que nos dava acesso à tão aguardada Capela Sistina. A admiração não podia deixar de ser enorme, observar todos os afrescos da autoria de Michelangelo é uma experiência realmente única e fabulosa. Um local repleto de turistas, num ambiente quase claustrofóbico que não nos deixou apreciar calmamente toda a beleza do local.

Vaticano: capela sistina

Capela Sistina

Quando finalmente terminámos a visita, que durou cerca de 3 horas, era tempo de encontrar um local para almoçar. Sem tempo para longas refeições optámos por uma refeição rápida no restaurante Duecento Gradi, recaindo a nossa escolha por um Panini, uma sandes italiana que realmente estava deliciosa. Se tiverem por perto, é uma escolha bastante valida e económica.

Vaticano: almoço panini

Almoço Panini

Com o descanso merecido e com a refeição em dia, estávamos em perfeitas condições para iniciar o nosso roteiro da tarde. De volta à Praça de S. Pedro, agora sim com tempo para apreciar todo o seu encanto e claro tirar um sem-número de fotografias. Um espaço enorme carregado de simbolismo incapaz de deixar alguém indiferente. A entrada na Basílica é gratuita, e gratuito significa filas de espera. Depois de alguns minutos finalmente entrámos na magnânima e riquíssima Basílica de S. Pedro e ficámos encantados com o seu interior recheado de talha dourada e de obras de arte religiosa de valor inestimável.

Vaticano: exterior

Basílica de S. Pedro

Vaticano: entrada

Basílica de S. Pedro

O ponto alto do dia, realmente alto, ou não tivéssemos nós de subir 551 degraus, foi a Cúpula do Vaticano. O bilhete tem um custo de 5€ para quem deseja subir os tais 551 degraus e 7€ para quem deseja fazer uma parte inicial através de elevador e por fim subir 320 degraus. Fisicamente bem preparados (ou não) preferimos o bilhete mais barato, como meninos forretas que não deixamos de ser. Na chegada ao alto, os nossos tornozelos tremiam como varas verdes, mas a vista que este pequeno esforço nos proporcionou valeu bem a pena. Além de avistarmos toda a Praça de S. Pedro conseguíamos ainda ver grande parte da cidade de Roma. É caso para dizer que uma imagem vale mais que mil palavras!

Vaticano: vista da cúpula

Vista da Cúpula da Basílica de S. Pedro

Vaticano: cúpula

Cúpula da Basílica de S. Pedro

No final da nossa visita ao Vaticano houve tempo ainda para uma breve passagem no Castelo de Sant’Angelo, local destinado em tempos para acolher o Papa caso existisse algum conflito inesperado. Magnífica também é a Ponte de Sant’Angelo sobre o rio Tibre que conta com várias estatuetas católicas.

Vaticano: castelo sant'angelo

Castelo de Sant’Angelo

Vaticano: vista para castelo de sant'angelo

Castelo de Sant’ Angelo

Assim terminámos o nosso dia pelo Vaticano, onde embora tivéssemos dedicado 8 horas à sua visita, não conseguimos ver o Papa. Até à data nada nos encaminhou para a fé, pela nossa educação e pelas circunstâncias de vida nunca tivemos espírito suficiente para entender o inexplicável. Nada disso nos importa quando estamos frente a frente com o Vaticano, um local arquitetonicamente espetacular, recheado de inúmeras demonstrações de arte e carregado de simbolismo histórico que não deve deixar ninguém indiferente quer sejamos católicos ou não. Concluindo a nossa viagem podemos dizer que pertencemos ao longo grupo de turistas que foi a Roma e não viu o Papa!

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