Roma, a cidade eterna que perdurará para sempre também na nossa memória. O paraíso para os amantes de arte e cultura, Roma é um verdadeiro museu a céu aberto que conta com património histórico com mais de 2000 anos. Entrar nesta cidade é como um mergulho na história, onde sem darmos por nós estamos completamente envolvidos em toda a mística romana. Se há cidade cosmopolita, Roma é uma delas! Uma cidade repleta de turistas, pelos motivos óbvios, que sem querer a descaracteriza, não nos deixando conhecer intrinsecamente a cultura italiana. Uma cidade obrigatoriamente voltada para o turismo, onde o Coliseu e o Vaticano são os pratos de destaque de um longo cardápio de interesses que Roma disponibiliza.

A nossa estadia em Roma teve a duração de 8 dias, graças à estadia que nos foi oferecida por um familiar, que de outra forma tamanha duração era quase impossível. A viagem ocorreu no mês de setembro, um mês que aconselho a quem a pretenda visitar, pois já se nota uma ligeira diminuição da temperatura, facilitando os percursos. Devido à diversidade de locais de interesse decidimos dividir o nosso roteiro por dias, de modo a que o artigo não ficasse muito exaustivo. No primeiro decidimos fazer um roteiro mais clássico, nas principais ruas da cidades e visitando algumas das principais atrações da capital italiana. O percurso realizado foi perfeito para nos ambientarmos ao clima citadino italiano e deixar-nos ainda mais empolgados para os dias restantes. Fiquem a conhecer o nosso primeiro dia!

Depois de mais de uma hora dividida entre autocarro e metro, chegámos à primeira paragem – Piazza del Popolo. Uma praça bem movimentada, cheia de artistas de rua e com imensas particularidades arquitetónicas de franzir o olho. A mais mediática, devido ao livro Anjos e Demónios, de Dan Brown, a Igreja Santa Maria del Popolo. Depois de um pequeno passeio em redor da praça, subimos a escadaria em direção ao parque Borghese de onde conseguimos visualizar toda a Piazza del Popolo. O calor já se fazia sentir, nada melhor do que um refrescante passeio pelos lindos jardins da Villa Borghese. Sem dúvida um dos jardins mais bonitos que já visitámos.

Após um breve descanso na relva verdejante da Villa Borghese reunimos energias para mais uma caminhada em direção à Piazza di Spagna. A visita a esta praça tornou-se numa das desilusões da nossa viagem, uma vez que se encontrava em obras. Ainda assim o local encontrava-se à pinha de turistas a admirar a longa escadaria. A visita foi mais curta do que esperávamos, libertando mais tempo para outras visitas. Seguimos pela Via dei Condotti, a principal rua de compras da cidade, com lojas como a Prada e Louis Vuitton, que definitivamente não são para a nossa carteira. As treze badaladas já se tinham feito ouvir, bem como o som da nossa barriga, sendo tempo de almoçar a bem clichê Pizza italiana, como não podia deixar de ser.

Já refastelados do almoço, seguimos até à Via del Corso, principal rua da cidade que interliga a Piazza del Popolo à Piazza Venezia. Entre ambas as praças, ora à direita ora à esquerda, vão ficando alguns dos locais mais mediáticos da cidade. A nossa próxima paragem, de gelato na mão, foi a Fontana di Trevi. Pelo mediatismo que lhe é característico esperávamos uma multidão de turistas, mas nunca imaginámos que poderiam ser tantos. Entre algum esforço, com empurrões à mistura, conseguimos aproximar-nos da fonte e cumprir o tradicional “atirar” da moeda. Cumprido o ritual turístico, ainda por milagre, conseguimos uma réstia de espaço para nos sentar e assim contemplar calmamente a fantástica fonte.

Numa curta caminhada, com passagem obrigatória na Via del Corso, chegamos ao Panthéon. Um local de incontornável beleza arquitetónica, tanto no interior como no exterior, que deixa qualquer turista surpreso. De realçar a cúpula redonda, com um círculo no meio que permite a entrada de raios de luz e também de chuva. No local estão sarcófagos de antigas personalidades italianas. Entre ruas e ruelas paralelas à localização do Panteão, é a vez de visitarmos uma das mais movimentadas praças italianas – Piazza Navona. Uma praça com imenso movimento, muitas interpretações para todos os gostos e feitios e uma panóplia de cafés e restaurantes nas suas imediações. De realçar as três fontes existentes no interior desta praça, com principal destaque para a fonte ao centro chamada Fontana dei Quattro Fiumi.

O último destino do dia, foi a Piazza Venezia e o Monumento Vittorio Emanuele II. Um local central, que interliga a Via dei Fori Imperiali e a Via del Corso, duas das mais importantes avenidas da cidade. No monumento temos uma das melhores vistas da cidade, onde aproveitamos para sentar e descansar as nossas cansadas pernas depois de um dia tão movimentado como este. Não havia melhor recompensa que admirar a magnífica vista sobre a cidade!

Foi um primeiro dia intenso, mas que nos deixou encantados e completamente rendidos à capital italiana. Um dia dedicado às praças, às ruas, aos jardins e às muitíssimas fontes italianas. O centro da cidade é uma autêntica descoberta, com manifestações de arte em cada beco que nos obriga a estar em estado de alerta para não nos escapar nenhum pormenor. Cosmopolita como qualquer capital, Roma pelas suas atratividades é uma das cidades com maior número de turistas, o que sempre dificulta um olhar calmo e pormenorizado dos locais de maior interesse cultural. O início foi esplêndido e deixou-nos cheios de ansiedade para o segundo dia que prometia ser tão ou mais impactante que o primeiro. Roma é multicultural, mas a nacionalidade aqui pouco importa, “Em Roma sê Romano!”

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