Apenas a meros 120km de distância não havia justificação para nunca nos termos deslocamos à capital alentejana: Évora. Património Mundial da UNESCO desde 1986 a cidade-museu, como é conhecida, presenteia-nos com vários monumentos, boa gastronomia e toda uma tranquilidade que só o Alentejo consegue oferecer. Cada vez mais afamada, Évora tem atraído a atenção dos turistas internacionais que a colocam nos seus roteiros aquando da visita a Portugal. Os tradicionais casarios brancos, as ruas empedradas e as incontornáveis marcas romanas fazem desta cidade uma experiência marcante.

Embora pudéssemos perfeitamente conhecer esta cidade num dia, preferimos pernoitar para assim desfrutar tranquilamente das qualidades inegáveis deste paraíso cultural. Com o objetivo turístico, mas sem descurar o merecido descanso que o nosso cérebro suplica ao fim de semana, criámos um roteiro simpático para não nos esquecermos que fim de semana é sinónimo de recarregar baterias.

Assim, sem grandes pressas nem sofridos curtos sonos, saímos de Alpiarça já a manhã ia longa. Antes da chegada à cidade central do nosso fim de semana, realizámos uma pequena visita à simpática vila de Montemor-o-Novo. Com o objetivo de visitar o ex-líbris do turismo local, realizámos um agradável trajeto até ao cimo da colina onde se encontra o Castelo de Montemor-o-Novo. Marcado por um aparente estado de degradação, vítima dos seus longos anos de existência, esta construção medieval encontra-se brilhantemente localizada, proporcionando uma vista arrebatadora pela vila e uma louvável simbiose entre a arquitetura e a natureza.

Já entoava as doze badaladas à velocidade que entoavam sons estranhos no nosso estômago, alertando-nos que era tempo de nos deslocarmos até Évora para a primeira refeição em solo alentejano. Com a ajuda do Tripadvisor escolhemos a Hamburgueria Triangular para usufruirmos de uma refeição rápida e consistente que nos permitisse ganhar forças para a longa caminhada que se avizinhava. Entre ruas e ruelas, caminhando pelo centenário empedrado, rapidamente avistamos aquele que é provavelmente o maior símbolo da cidade: Templo de Diana. Depois da fotografia da praxe era tempo de descansar as nossas destreinadas pernas na fantástica esplanada situada no Jardim de Diana e aproveitar a magnifica vista sobre o Templo e sobre a Sé de Évora.

Após as energias restabelecidas e não sem antes aproveitar a vista que o miradouro do jardim nos oferece, era tempo de nos perdermos pelas ruas da cidade e ir ao encontro do local mais cosmopolita: a Praça Giraldo. Ladeada de bonitas arcadas que conferem um toque artístico a todo o comércio tradicional, a praça é o local central de Évora, respirando vida, seja noite ou seja dia. As suas carismáticas fontes e a imponente Igreja de Santo Antão dão ainda mais destaque à praça.

Já a tarde ia longa quando realizámos o check-in no Évora Hotel e instalámos a nossa curta bagagem. Retiramos o final de tarde para aproveitar as mordomias que a estadia oferecia, refastelando-nos na piscina interior do hotel, aproveitando para praticar um pouco de natação. Depois de um dia exaustivo, entre percursos pedestres e desporto, decidimos jantar no restaurante Sol Poente, restaurante interino do hotel e desfrutar de um buffet que continha alguns dos melhores sabores da região alentejana. A noite estava fria e pouco convidativa, mas não demoveu a nossa vontade e voltámos à cidade para conhecermos a noite eborense.

Após uma noite bem dormida estava na hora de ir à descoberta dos restantes locais de interesse. Estacionamos o carro nas imediações do Aqueduto da Água de Prata, construção romana mas ainda funcional que atualmente abastece a cidade. Depois de uma agradável caminhada numa manhã soalheira de domingo, fomos visitar a Sé de Évora. Esta Catedral de estilo gótico é uma construção magnânima inaugurada no início do século XIII que permite no seu alto vislumbrar toda a cidade. Um local de culto, mas também um paraíso para os amantes da fotografia. Decidimos almoçar perto do Aqueduto, no Restaurante Chão das Covas, um restaurante simpático com capacidade para poucas pessoas, que possibilita desfrutar calmamente da hora da refeição.

Como ribatejanos visitar os nossos vizinhos alentejanos é como se nunca tivéssemos saído de casa. A tranquilidade de ambas as regiões é um fator para nós primordial, que sempre que podemos gostamos de evitar grandes multidões. Por motivos pessoais tivemos de antecipar o nosso regresso, ficando prometida uma segunda visita muito em breve para conhecer especialmente a Capela dos Ossos e reviver toda a áurea da capital alentejana. Visitar magníficos monumentos, deambular por ruas e pracetas, provar a bela gastronomia alentejana sem nunca enfrentarmos filas nem trânsito, é uma dádiva que esta região pode oferecer. Évora é cosmopolitamente tranquila, uma aventura para os amantes de história e um regalo para os amantes do descanso. Visitem!

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