Budapeste: A rainha do Danúbio

De um lado temos Buda de outro lado temos Peste, mas o encanto está em ambos os lados! Uma cidade em harmonia com o moderno e o antigo, onde qualquer turista independentemente da sua preferência não terá as suas expectativas desfraldadas. Energia, alegria e muita vida sente-se em cada metro percorrido numa cidade historicamente marcada por desgraças. O domínio nazi e o controlo soviético tornaram o século passado o período mais negro da história da cidade que durante anos viveu períodos de grandiosidade e excelência a cargo do Império Austro-Húngaro. Budapeste esteve em crescimento durante longos anos, forçaram-na a cair mas depressa se levantou! É essa cidade com história, repleta de bons e maus momentos que nos promete ensinar mais do que qualquer manual.

No Verão de 2015 por motivos burocráticos e familiares tínhamos obrigatoriamente de nos deslocar a Satu Mare, na Roménia e devido à proximidade territorial com a Hungria iríamos aterrar em Budapeste. Estar em Budapeste sem a visitar era um crime que não queríamos de todo cometer. Devido à limitação de tempo e orçamento, decidimos pernoitar apenas por duas noites e tentar nesse curto período de tempo explorar o máximo de uma das capitais europeias mais fascinantes. Com isto resultaram muitos quilómetros percorridos, poucas horas de sono e principalmente uma das melhores experiências da nossa vida.

Budapeste: arbusto

Arbusto Budapest

Já a madrugada ia longa quando finalmente chegamos à cidade, sonolentos e famintos tivemos a sorte de encontrar um restaurante de refeições rápidas aberto às 4h da manhã, foi uma refeição simples mas tendo em conta a fome em que nos encontrávamos foi melhor do que caviar. A noite foi longa mas o dia que estava para vir seria ainda maior! Às 9h da manhã estávamos cheios de energia, não pelas longas horas de sono mas sim pelo entusiasmo e curiosidade de conhecer a cidade.

Iniciámos o nosso percurso turístico deliciados com as características das ruas e avenidas de tons escuros que são arquitetonicamente bem diferentes do sul europeu a que estamos habituados. A nossa saga de visitas a monumentos iniciou-se pela Catedral de Santo Estêvão, uma imponente catedral com uma arquitetura excecional e com um interior recheado de objetos preciosos de ouro e prata, não podíamos pedir melhor início que este. Depois de mais alguns metros nas pernas, avistamos o enorme Parlamento Húngaro, e enorme não é exagero, pois estávamos na presença de um dos maiores parlamentos do mundo, digno de cartão-de-visita com uma arquitetura neogótica soberba construído à imagem do Parlamento Britânico demonstrando o quão magnânima é esta cidade.

Budapeste: igreja

Basílica de Santo Estevão

Budapeste: parlamento

Parlamento de Budapeste

Se Peste nos tinha encantado, estava na hora de visitar a outra margem, Buda. Para o fazer atravessamos a ponte mais carismática, a conhecida Ponte das Concorrentes, é um dos ícones da cidade e não é à toa, um rio tão longo e bonito como o Danúbio merece ter sobre si uma ponte com toda esta qualidade artística. Com todas estas andanças e minutos despendidos a analisar cada detalhe estava na hora de almoçar e experimentar a gastronomia tradicional. Para almoçar escolhemos o Goulash, que é um cozido de rojões de vitela com sabor picante e para acompanhar o seu famoso vinho tinto Bikavér. Depois de repostas as energias estava na altura de explorar toda a zona Património Mundial da Unesco.

Budapeste: ponte das correntes

Ponte das Correntes vista de Buda

Budapeste: prato tipico goulash

Prato típico húngaro: goulash

Apesar de existir um teleférico que permite subir até ao Castelo de Buda preferimos fazer o percurso a pé, e foi uma aposta mais que ganha porque só desta forma se consegue admirar a fantástica vista sobre o Danúbio e Peste. Quando chegamos ao topo vimos imediatamente o Castelo de Buda que alberga o Museu da História de Budapeste e a Galeria Nacional Húngara, onde acabamos por não entrar. Perdidos pelas ruelas de Buda e entre várias imperiais bebidas devido às altas temperaturas que se faziam sentir, fomos em direção a mais atrações turísticas, desta vez a Igreja Mathias e o Bastião dos Pescadores, locais arquitetonicamente espetaculares e com toda uma vista inesquecível.

Budapeste: museu

Castelo de Buda

Budapeste: ruas

Ruas de Budapeste

Já no final da tarde, visitamos a Ilha Margarita, o verdadeiro pulmão da cidade, um local onde os habitantes citadinos descontraem e aproveitam para praticar desporto. Finalizamos o dia com uma visita ao maior shopping da capital, WestEnd City Center, a pedido da consumidora compulsiva Ioana, onde acabamos por jantar. Se o dia foi inesquecível, onde ficamos encantados com a diversidade cultural e arquitetónica, a noite não ficou nada atrás. Os imensos bares, a agitação e a boa imperial fez-nos saltar de bar em bar e apreciar a boa energia que se faz sentir na noite de Budapeste. Cansados de um dia longo, mas inesquecível, era tempo de voltar ao nosso quartel-general e descansar para o resto da descoberta.

Budapeste: vila margitszigeti

Ilha Margarita

Budapeste: cerveja staropramen

Imperial Staropramen

Estávamos no último dia, e só tínhamos até ao início da tarde para explorar o que restava da imensa oferta turística. No fim de um repleto pequeno-almoço, focamo-nos na zona de Peste e visitamos alguns locais não muito afastado do nosso hotel. O principal destaque foi a Vaci utca, principal rua comercial da cidade, é uma rua bastante longa recheada de lojas e restaurantes. No final da rua está o conhecido Mercado Central de Budapeste, com as suas barracas coloridas de frutas, legumes, peixes entre outros alimentos. Pelo caminho visitamos a maior Sinagoga da cidade, um marco incontornável da cultura judaica. Por aqui ficou a nossa visita a Budapeste, curta mas bem aproveitada pela curiosidade de conhecer a cidade, desfrutando o máximo das 36h que despossemos.

Budapeste: vaci utca

Vaci Utca

Budapeste: sinagoga

Grande Sinagoga de Budapeste

Rainha do Danúbio ou Paris do Leste são alcunhas que gratificam esta cidade mas nenhuma é suficientemente ilustrativa para realçar toda a sua beleza. Entre o leste e o ocidente encontramos uma cidade recheada de gente jovem que lhe dá a energia e o positivismo merecido, é um local de cultura e de arte incontornavelmente, mas a diversão e uma grande quota de modernismo fazem com que esta cidade não esteja perdida na história. Se alguém quiser desenhar uma cidade nova, que a inspiração seja Budapeste! A repetir sem margem para dúvida.

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